Freitag, 29. Februar 2008


Armadores apreensivos com ponte Chelas/Barreiro
LEONOR MATIAS; DN, Lisboa, 29.02.08

Colaboradores da CIP contestam impacto da ponte na paisagem da cidade de Lisboa
A Comunidade Portuária está preocupada com o impacto que a ponte Chelas/Barreiro vai ter na actividade marítima do Tejo e pede para ser ouvida. Em causa, alerta João Carvalho, presidente da comunidade que junta os armadores que operam no porto de Lisboa, "pode estar a manobrabilidade dos navios. Também o impacto visual da ponte está a preocupar os autores do projecto da Confederação da Indústria Portuguesa (CIP), que defendem a travessia mais a norte na zona compreendida entre o Beato e o Montijo. A Rave, gestora da alta velocidade e responsável pela terceira travessia, garante que "não está posta em causa a navegabilidade do Tejo".

A ponte Chelas /Barreiro na versão da Rave ficará certamente na história como a maior ponte atirantada do mundo, mas o seu impacto na paisagem está já a merecer atenções de personalidades ligadas ao paisagismo nacional e internacional. José Almada, o autor das fotomontagens, e que trabalhou no estudo da CIP, considera que as imagens que a Rave e o Ministério dos Transportes têm "omitido" poderão "causar uma tempestiva avaliação do cidadão". Além do impacto visual que a ponte vai ter na imagem da cidade, outras preocupações estão a surgir e têm a ver com as características da ponte. Apesar do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) estar a comparar as propostas da CIP e da Rave, a Administração do Porto de Lisboa (APL), numa carta data de 2005, aconselhava a possibilidade de a amarração ser desviada a montante da doca do Poço do Bispo, entre o terminal da Tanquipor e a Torre da Marinha. O objectivo era reduzir o impacto na actividade dos terminais existentes em ambas as margens. Carlos Fernandes, administrador da Rave, adiantou que têm "trabalhado juntamente com a APL" e, sobre essa questão, já explicaram que "não é viável". João Carvalho salientou que segunda-feira vão reunir com a APL e a ponte vai ser o tema. A Comunidade Portuária quer entrar no processo e propõe que o LNEC ouça os comandantes dos navios e está disponível para colaborar.

As características da ponte já levantaram dúvidas. Câncio Martins fixou um vão (distância entre o leito do rio e o tabuleiro da ponte) de 690 metros na cala norte. António Reis, que o substituiu no projecto, já afirmou publicamente (RTP) que o vão baixou para 540 metros, uma redução que vários responsáveis ligados ao estudo da CIP consideram que pode colocar definitivamente em causa a passagem e a operação de manobras dos grandes navios, bem como a operação a montante. Carlos Fernandes diz que o projecto prevê uma altura desde a água à parte inferior de 47 metros, enquanto a APL prevê 43 metros e os armadores fixam a altura em 50 metros.

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Donnerstag, 21. Februar 2008

TTT Lisboa - Margem Sul

Alternativas:
Por exemplo no estreito do Oresund entre a Dinamarca e a Suécia



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Mittwoch, 20. Februar 2008

Os inconvenientes da TTT Chelas-Barreiro são mais do que muitos e alguns gravíssimos:
Impacto brutal:

-- um tabuleiro entre-margens com 7,5 Km de comprimento, 35 metros de largura e 10 de altura, assente em pilares distanciados 50 metros entre si atravessaria o Mar da Palha a 60 metros acima do nível da água. Como se isto não fosse já um escândalo visual, destruindo de vez o espectáculo que o estuário do Tejo oferece, nomeadamente a quem passa pelo Terreiro do Paço, no troço junto a Lisboa veríamos 4 pilares com mais de 200 metros de altura!

OAM 320 19-02-2008, 04:25
Etiquetas: Terceira Travessia do Tejo
o Grande Estuário
O António Maria

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